Amândio de Sousa Vieira

 

Amândio de Sousa Vieira


 

Amândio Amorim de Sousa Vieira nasceu na Rua do Arrabalde de S. João de Fora, em Ponte de Lima, a 19 de Outubro de 1949.

Começou a trabalhar, ainda muito jovem, como Ajudante Técnico de Farmácia e, mais tarde, serviu no Exército durante 45 meses, sempre associado aos serviços de saúde, numa companhia operacional de África, na Guiné, de onde regressa com reconhecimento militar e humano.

A partir dos 30 anos inicia a sua carreira profissional de fotógrafo, promovendo, em paralelo, exposições, intervenções em escolas e homenagens a personalidades limianas. Tem especial orgulho no convite para fazer parte da Comissão Promotora que erigiu a estátua à Rainha D. Teresa, juntamente com o Conde de Aurora e o Dr. Francisco Maia de Abreu de Lima.

Colaborou em diversos jornais e revistas, como:

  • O Anunciador das Feiras Novas
  • Limiana – Revista de Informação, Cultura e Turismo
  • O Povo do Lima
  • Cardeal Saraiva
  • Alto Minho
  • Novo Panorama

Ilustrou diversas obras, como:

  • Obras do Projecto  “Ponte de Lima, Terra Rica da Humanidade"
  • Livros do Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima
  • Catálogo do Museu dos Terceiros
  • As Portadas na Arquitectura Civil do Concelho de Ponte de Lima
  • Ensaio Monográfico da Correlhã
  • Sarrabulho de Ponte de Lima
  • Nascente do Rio Lima
  • Imagens de Nossa Senhora
  • A Ínsua de Caminha
  • O Monte da Madalena
  • Os Limianos

Editou e foi responsável pelas seguintes obras:

  • Ponte de Lima – Formas de Ver;
  • Ponte de Lima: Outros Tempos – 1858-1949
  • A Torre de Refoios: Antologia de Textos Ilustrados
  • Ponte de Lima Minha Pátria
  • Rainha D. Teresa: «…e fez Vila o lugar de Ponte»
  • Um Encontro Memorável
  • Feiras Novas: 1826-2006
  • D. Pedro IV e as Feiras Novas
  • Arte de Amar Ponte de Lima, em colaboração com Cláudio Lima
  • Os Garranos na Península Ibérica, com Luís de Sousa Dantas
  • Correlhã - Outros Tempos, com Manuel da Fonte Rodrigues Alves
  • P’ra que Viva Ponte de Lima – Terra de Tradições

Em reconhecimento do seu exemplo de dedicação à cultura e aos valores pontelimenses, a Câmara Municipal de Ponte de Lima distinguiu Amândio de Sousa Vieira com a Medalha de Mérito Municipal Cultural, que lhe foi entregue na Sessão Solene das Comemorações do Dia de Ponte de Lima que teve lugar no Teatro Diogo Bernardes, no dia 4 de Março de 2014.

 

Amândio de Sousa Vieira: Fotógrafo - Saber mais

 

Programa emitido pela TSF em Agosto de 2016, com a participação de Amândio de Sousa Vieira, sobre a Rainha D. Teresa e a estátua que lhe foi erigida em Ponte de Lima, em 2002:

 Primeira parte

 Segunda parte

 

Bibliografia


1 - Ponte de Lima – Formas de Ver

Edição – 1992. É o primeiro livro de fotografias dedicado à vila de Ponte de Lima e seu Concelho, tendo sido o primeiro livro a ser apresentado na atual Biblioteca Municipal. Mereceu as melhores referências, das quais destacamos algumas, que podem sintetizar a simpatia com que este livro foi recebido:

“Recentemente editado, o livro “Ponte de Lima - Formas de Ver”, constitui a primeira tentativa séria de compilar as imagens e os textos que fazem parte da História daquela vila minhota” – FERNANDO PEREIRA (Dr.), Jornal de Notícias, Porto, 26 de dezembro  de 1992

“Trata-se de uma obra notabilíssima que vem enriquecer a Cultura Limiana (…) o livro em questão torna-nos mais íntimos de Ponte de lima...” – GASPAR PACHECO MAIA (Dr.), Jornal Cardeal Saraiva, 1 de Janeiro de 1993

 “Embora a obra não assinale qualquer patrocínio municipal (para nós inexplicavelmente), julgamos dever incluir nesta secção uma resenha sobre o notável livro que temos em mão, com o título acima. Queremos deixar aqui uma saudação ao seu autor, Amândio de Sousa Vieira, que corajosamente meteu mãos a tal empreendimento. É um trabalho do mais alto valor fotográfico, que vale por tudo: pela organização e em particular, pelas esplendorosas imagens de Ponte de Lima que nos mostra e que, em boa hora, veio à estampa para regalo dos nossos olhos.” – Revista “Centros Históricos”, N.º 1, pág.70, Lamego, Março de 1995


2 - Ponte de Lima: Outros Tempos – 1858-1949

1.ª edição – 1994, 2.ª edição – 2000. Uma viagem ao passado da fotografia em Ponte de Lima. Balizado no tempo, entre a primeira fotografia que se conhece de Ponte de Lima, de 1858 (da coleção do Arquiteto João Abreu Lima), e o ano de 1949, este último, por ser aquele em que o autor nasceu.

“Honras ao Limianismo – Estamos perante um evento cultural de grandiosa nobreza e criteriosa dedicação, que ficamos a dever ao trabalho de Amândio Vieira, “Ponte de Lima Outros Tempos”.

Tratando-se de um testemunho de viva consciencialização da evolução dos tempos, vem alertar-nos para a deterioração do património... Na verdade, este contributo a Ponte de Lima prima pela evocação de um passado que urge não esquecer, uma viagem no tempo, a memória registada de outros tempos, que temos o direito e o dever de preservar”. – CRISTINA DE LIMA (Dr.ª), Revista Límia, Dezembro de 1994.

“É mais um livro documento que os Pontelimenses têm a oportunidade de usufruir graças ao esforço e dedicação nutridos por Amândio Vieira, homem de inexcedível zelo e amor pelas coisas de Ponte de Lima”. – ALBERTO VALE LOUREIRO. O Povo do Lima, 23 de Janeiro de 1995

“Foi deveras um prazer a somar ao que já tinha desfrutado aquando da leitura do «Ponte de Lima Formas de Ver». Estes dois volumes considero-os com toda a justiça um valioso e brilhante contributo para o acervo cultural de Ponte de Lima” – JOÃO DE ARAÚJO PIMENTA (Dr.), Conselho de Administração do H. de P. de Lima, 21 de Dezembro 1994

“Ponte de Lima Outros Tempos e Ponte de Lima Formas de Ver, são duas coisas que eu acho amorosas e acho que são amorosas primeiro, por aquilo que representam e para mim, sobretudo são amorosas, pelo amor que o homem pôs ao fazer estas coisas. É um fotógrafo, dedicou-lhes muito do seu saber e sobretudo dedicou-lhes muito do seu coração” – JOÃO DE ABREU LIMA (Dr.), Jornadas Turihab, 17 de Março de 1995


3 - A Torre de Refoios: Antologia de Textos Ilustrados

Edição – 1996. Antologia de Textos Ilustrados, dedicados à Torre de Refoios. De salientar, que este livro foi o pretexto para um emocionante encontro na Torre de Refoios, em 22 de Novembro de 1996, com os descendentes e familiares do célebre grupo, “Os Amigos do Rio Lima”, precisamente 74 anos depois desse importante momento para a elevação cultural de Ponte de Lima.

“Há muito que estava feito este ramalhete de textos, colhidos em jardins de várias épocas, e comprometido eu para os atar, esperando só fita digna para o laço. Pois chegou hoje no Diário da República: é o decreto nº 2/96 que classifica como Imóvel de Interesse Público a Torre de Refoios ou a Torre dos Malheiros, no caminho de Penas, em Refoios do Lima. Culmina assim, por intervenção recente da Limici, um longo processo iniciado em 21 de Janeiro de 1957!” – PADRE MANUEL DIAS, Nota Preambular ao livro A Torre de Refoios, 6 de Março de 1996

“Amândio de Sousa Vieira, reconhecido como um dos mais conceituados artistas fotográficos do Alto Minho, é o autor de «A Torre de Refoios», uma antologia de textos literários ricamente ilustrados por fotografias do artista (…) A publicação, que vem coincidir com o facto de a Torre de Refoios ter sido classificada como Imóvel de Interesse Público, conta com esmerada apresentação gráfica, representando uma obra de grande valor artístico pelo trabalho fotográfico que inclui e de elevado interesse literário e histórico”. – JORNAL O COMÉRCIO DO PORTO, 26 de Julho de 1996


4 - Ponte de Lima Minha Pátria

Edição – 1996. Na linha de anteriores publicações, sempre com a intenção de promover a sua região e divulgar imagens, textos e poemas, que simbolizem o amor a Ponte de Lima.Inspirando-se numa carta do grande Limiano Cardeal Saraiva, em que ao referir-se à sua terra natal, lhe chamou carinhosamente “Minha Pátria”, daí o título deste livro.

“Mais uma preciosa colectânea de textos e imagens de temática limiana vem enriquecer a vasta bibliografia de Ponte de Lima. (…) Pois é para honrar esta Pátria que Amândio de Sousa Vieira foi buscar a outros tempos estes testemunhos eloquentes que mantiveram acesa a chama do “limianismo” para que os novos se acalentem e não a deixem esmorecer. Obrigado Amândio Vieira, por nos proporcionar este carinho. – PADRE MANUEL DIAS, Ponte de Lima, 12 de Novembro de 1996

“No seu quarto trabalho, intitulado «Ponte de Lima - Minha Pátria», o fotógrafo limiano propõe mais uma original incursão pela história literária, monumental, paisagística e etnográfica daquela vila alto-minhota... Na apresentação do livro, o Padre Manuel Dias vincou «pátria é aqui uma palavra cheia de ternura»... Nas páginas seguintes, apresentam-se fervorosos textos a servir de moldura às mais pungentes imagens alguma vez registadas da paisagem limiana...” – JORNAL ALTO MINHO, 8 de Maio de 1997


5 - Rainha D. Teresa: «…e fez Vila o lugar de Ponte»

Edição – ano 2000. Trabalho elaborado com a intenção de assinalar os 875 anos da atribuição do Foral que tornou Vila o lugar de Ponte, e sensibilizar para a concretização da ideia do Dr. Francisco Abreu Lima, de se levantar em Ponte de Lima uma estátua à sua fundadora.

“Este trabalho sobre a Rainha D. Teresa é a expressão mais viva do amor que o Autor tem pela sua (nossa) terra. Homenagear  a rainha D. Teresa – fundadora de Ponte de Lima – é obrigação de todos os Limianos.” – FRANCISCO ABREU LIMA (Dr.), Casa do Antepaço, 30 de Agosto de 2000

“Muito obrigado pela dádiva que teve a gentileza de me fazer com o luxuoso e bem arquitectado volume sobre Ponte de Lima e história de D. Teresa. Já é tempo de a vila fazer a «esta» o que há quase nove séculos lhe deve. Uma estátua – mas verdadeira estátua – não é demasiado para ela… e para Ponte de Lima.” – A. DE ALMEIDA FERNANDES (Dr.), Tarouca, 7 de Outubro de 2000

“Felicito-o vivamente, não só pela primorosa escolha dos textos, como pela excelente qualidade das ilustrações, e, de um moda geral, por toda a execução (…) presta um grande serviço a Ponte de Lima, no plano da sua história e na divulgação do seu património.” – OLIVEIRA E SILVA (Dr.), Governo Civil de Viana do Castelo, 10.10.2000

“uma interessantíssima antologia composta por quase uma centena de páginas, ricamente preenchidas por textos e imagens, distribuídas tematicamente e com apurado gosto. Entre os méritos deste oportuno trabalho, de irrepreensível qualidade gráfica, avultam dois: 1.º) a boa escolha de textos, desde os historiográficos aos de criação poético-literária, citados e apresentados criteriosamente: 2.º) a excelente qualidade e variedade das fotografias e gravuras, antigas e modernas, com destaque para o belíssimo trabalho de iluminuras de uma jovem e prometedora artista, Susana Espadilha.” – JOSÉ CÂNDIDO MARTINS (Prof. Doutor), Letras e Letras, Universidade do Minho, Outubro de 2000

“Chegou-me, ao mesmo tempo, a antologia do Senhor Amândio de Sousa Vieira, com textos referentes à viúva do Conde D. Henrique, em cujo espírito pairou a ideia, antes de 1128, de transformar o Condado Portucalense no reino de Portugal. Também enriquecido no aspecto iconográfico, o trabalho do Senhor Sousa Vieira constituí um verdadeiro primor literário. E fico muito grato ao distinto Limiano por haver querido publicar, na página 62, um texto da minha autoria sobre a “Venusta Regina”. – JOAQUIM VERÍSSIMO SERRÃO (Prof. Doutor), Presidente da Academia da História, Ministério da Cultura, Lisboa, 13 de Fevereiro de 2002. 227/2002


6 - Um Encontro Memorável

Edição – 2003. Tentativa bem conseguida, de ilustrar um belo texto do Conde d’Aurora, alusivo a um “Encontro Memorável” no Paço de Bertiandos, que juntou três grandes personalidades Limianas, Conde de Bertiandos, Conde d’Aurora e António Feijó.

“É Lugar comum dizer-se que cada um tem aquilo que merece; que, seja a infalível acção da Providência, seja o cego determinismo dos fenómenos naturais (…) Este pequeno introito – talvez descabido… - ocorreu-me à medida  que me deliciava com o pequeno grande – albúm que o Amândio de Sousa Vieira recentemente deu à estampa sob o título «Um Encontro Memorável - Conde d’Aurora, António Feijó, Conde de Bertiandos». Eis, a justificar o preâmbulo, três figuras cimeiras de Ponte de Lima (…) é sem dúvida «intemporal a terra e a temática», como diz o organizador perante a incorruptível perenidade dos materiais coligidos. Porque «os anos decorrem e esta terra continua a merecer carinho e gratidão pela inspiração e pelo acolhimento maternal» como conclui. Cada um (cada terra) tem aquilo que merece...” – CLÁUDIO LIMA, Semanário Alto Minho, 27 de Maio de 2004

“No Paço vai ser apresentado o livro, uma ilustração de grande qualidade, apanágio de Amândio Vieira. Uma capa elucidativa, a imponência do edifício, as personagens. No interior a nobreza, a diplomacia, a feminilidade, a ruralidade, a monumentalidade. Uma série de tons harmonizados com os textos, uma construção cuidada de acordo com a delicadeza da narração.” – FRANCLIM CASTRO SOUSA (Dr.), Vereador da Cultura, Jornal Cardeal Saraiva, 28 de Maio de 2004


7 - Feiras Novas: 1826-2006

Edição – 2006. Mais de 350 páginas dedicadas à grande festa de Ponte de Lima, Feiras Novas, é um conjunto importante de textos e imagens, que retratam a romaria nos seus primeiros 180 anos. Obra a merecer ser chamada, pelo então Presidente do Município Eng.º Daniel Campelo, de “Bíblia das Feiras Novas”, pela sua grandeza e completa honestidade.

“Por aqui passam as nossas festas, as Feiras Novas, desde a época da sua inauguração até aos dias de hoje. São evocadas através de um conjunto muito variado de documentos provenientes de chancelarias reais, actas camarárias, arquivos de confrarias, imprensa local, literatura e iconografia. Amândio de Sousa Vieira foi recolhendo, aqui e acolá, essas flores roxas e amarelas para colorir e perfumar um dos temas mais atraentes da colectividade limiana. (…) E na efervescência das cores irrompem as fotografias intimistas e explicativas do Amândio de Sousa Vieira. Com a sua sensibilidade, o olhar manso sobre o mundo...” – LUÍS DE SOUSA DANTAS (Dr.), “Feiras Novas 1826-2006”, pág.8, 2006

“Por isso esta obra tem esse condão insubstituível de nos propor um viagem pelas festas desde 1826, um documento primoroso e de elevado valor cultural que o tempo se há-de encarregar de valorizar. A mestria, a paixão límica de Amândio Sousa Vieira dão-lhe o toque de classe e a sensibilidade de quem sabe o que está a dizer e o que esteve a fazer. É uma obra com sentimento! Também por isso ficará gravada de forma indefectível a sua colaboração para a história das Feiras Novas”. – FRANCLIM CASTRO SOUSA (Dr.), Presidente da Comissão de Festas, in “Feiras Novas”, pág. 9, 2006

“A Bíblia das Feiras Novas. Obra de «peso», tanto no sentido físico (cerca de três quilos!) como, sobretudo, em sentido documental e estético, metodicamente revelado ao longo das suas 360 páginas. Com efeito, o dedicado limiano não se poupou a esforços de qualquer natureza. No plano da investigação, compilação e tratamento de dados partiu do mais fundamental documento (desde a petição formal dos moradores à concessão régia da licença, em 1826) até à mais pequena e apagada pista que pudesse ilustrar com o seu casticismo, singularidade ou bizarrice quaisquer aspectos identificadores das sacro-profanas festividades, ao longo dos tempos, tanto no registo escrito como no fotográfico ou pictórico.” – CLÁUDIO LIMA, em carta enviada ao autor, após a apresentação da obra, Maio de 2006


8 - D. Pedro IV e as Feiras Novas

Edição – 2006. Pequeno livro com 32 páginas, escrito com a intenção de mostrar a evolução dos acontecimentos que originaram a autorização para a realização de três dias de feira, para engrandecimento da festividade a Nossa Senhora das Dores, até aí só com um dia, ganhando com a autorização régia maior grandeza e projeção, que se mantêm até aos nossos dias. Livro que não entrou no mercado, sendo oferecido aos amigos e interessados pela história das Feiras Novas.

“D. João VI, que tinha falecido em 10 de Março desse ano (1826), mas já no dia 6 havia nomeado um Conselho de Regência para governar na sua doença ou morte até ao rei que viesse. Veio D. Pedro IV e ratificou os despachos do Conselho entrementes promulgados como aconteceu com este das Feiras Novas”. – PADRE MANUEL DIAS, “D. Pedro IV e as Feiras Novas”, pág.8, 2006

“Escreve, no seu último livro, Cláudio Lima: “dizer por dizer eu já não digo/ aprendi comigo/ aprendi que as palavras/ não são coisas/ de pegar e usar” (Itenerarium III), 2006, pág. 35). Tomando como mote esta atitude sábia, Amândio de Sousa Vieira acaba de lançar o opúsculo intitulado “D.  Pedro IV e as Feiras Novas”. Defendendo uma tese – a atribuição da autorização das Feiras Novas a D. Pedro IV, o seu trabalho manifesta-se despretensioso mas alicerçado numa bibliografia actual e fundamentado em documentação relevante. Tal como as palavras, os documentos “não são coisas de pegar e usar”, para (e tomo, de novo, a poesia de Cláudio Lima) “de pronto  fruir e descartar”. Amândio de Sousa Vieira respeita os documentos e os livros, para Amândio Vieira, não são tesouros que evita revelar com receio de ser roubado; pelo contrário nomeia as fontes, a bibliografia e os documentos num exercício de verdade.” – JOSÉ CARLOS MAGALHÃES LOUREIRO (Doutor), Blogue Anunciador das Feiras Novas, 17.12. 2006


9 - Arte de Amar Ponte de Lima, em colaboração com Cláudio Lima

Edição do Lions Clube de Ponte de lima, Janeiro de 2004. Livro do grande escritor e poeta Limiano Cláudio Lima, com fotografias de Amândio Sousa Vieira; o fotógrafo e autor limiano, continua grato pela honra concedida pelo notável escritor.

“Deleitando-me com os poemas de Cláudio Lima, guiado pelas fotografias de Amândio Vieira, apraz-me colocá-lo (Arte de Amar Ponte de Lima), no mesmo patamar de outros autores limianos, que também cantaram este rio e esta vila.” – JOSÉ MARTINS BARREIROS PEREIRA, Presidente do Clube Lions de Ponte de Lima 2003/2004

“Um autor alto-minhoto de nomeada é, sem dúvida, o poeta contista e crítico literário Cláudio Lima, limiano de Calvelo, escritor de muitas obras notáveis no lirismo português. Resolveu ele, agora (decisão que, uma vez lhe sugeri e vejo, enfim, e com grata satisfação, aceite!), reunir em volume as poesias e prosas poéticas suas, dispersas pela imprensa, em que celebra Ponte de Lima - a vila, no vetusto das pedras históricas, sacadas e vielas; no bulício do café (com bagaço), no cabisbaixo das feiras, na alma endiabrada das romarias, no perfil dos seus mais altos cantores… A partir deste livro, nenhum limiano pode já esquecer, na teoria dos sublimes poetas do rio lendário, o estro de Cláudio, dos mais apaixonados, dos mais arrebatados, ante a sua braveza e placidez… As páginas admiráveis deste volume ganham, ainda, o encanto da excelente objectiva subjectiva de Amândio de Sousa Vieira, cuja arte fotográfica vem divulgando a imagem de uma Ponte de Lima sedutora, tão sedutora, como aquela que Cláudio lima nos oferece, aqui, no esplendor da sua Poesia. – ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA, Casa do Artista, Lisboa, Dezembro de 2003


10 - Os Garranos na Península Ibérica, com Luís de Sousa Dantas

Reedição de uma notável obra do grande escritor limiano, o saudoso Luís de Sousa Dantas, esta 2.ª edição, Junho de 2010, profusamente ilustrada, com fotografias de Amândio de Sousa Vieira, que aparece como privilegiado parceiro do escritor, imposição do autor deste excelente estudo, também, pela enorme amizade que os unia.

“obra do autor Dr. Luís Dantas, a quem desde já agradeço em nome do Município de Ponte de lima por este precioso contributo a favor da salvaguarda, divulgação  e valorização a favor desta espécie de fauna, com presença milenar na Região Noroeste de Portugal, nomeadamente no Minho, decidi, prontamente, aceder ao convite com a perfeita consciência de que o garrano é um recurso com elevada importância histórica, cultural, socioeconómica e ambiental na Região e no Concelho de Ponte de Lima…” – VICTOR MANUEL ALVES MENDES (Eng.), Presidente do Município de Ponte de Lima, 2010

“Sabendo-se que Ponte de Lima já adquiriu o estatuto de destino equestre, entendi que esta obra poderia atingir dois objectivos importantes: promover o garrano e enriquecer a Feira do Cavalo… Por isso estamos todos de parabéns neste dia em que o garrano, velho caminhante das Feiras Novas, teve direito às honras desta Feira do Cavalo. Aos autores as minhas felicitações.” – FRANCLIM CASTRO SOUSA (Dr,), Vereador da Cultura, 2010

“Considerando que as origens do Garrano se encontram nas serranias agrestes do Norte de Portugal, cabe-nos a nós a grande tarefa de lutar pela preservação da espécie, pela nossa identidade, pelos nossos valores e idiossincrasias… É através de iniciativas como esta e da vontade de fazer florescer as nossas mais profundas raízes, que conseguimos a tão desejada projecção dos pilares da nossa cultura...” – FILIPE PIMENTA, Presidente da Comissão Executiva da Feira do Cavalo, 2010


11 - Correlhã - Outros Tempos, com Manuel da Fonte Rodrigues Alves

Edição – 2016. Obra investigada e escrita por dois autores apaixonados pela Correlhã, que procuraram sintetizar ao máximo a história da terra, sem lhe tirar grandeza, numa edição para todos, que realça a longa vida desta importante Freguesia, que tem uma extraordinária história e uma invulgar beleza.

“Seguindo uma cronologia bem estruturada, diríamos até cientificamente irrepreensível, “Correlhã Outros Tempos” toca nos pontos essenciais ao conhecimento deste espaço geográfico, cujo passado riquíssimo deixou marcas profundas na comunidade e nas pessoas… Manuel de Fonte Rodrigues Alves e Amândio Amorim de Sousa Vieira, sem se aparaltarem a preceito, calçando os “tamancos” da cognição, acabam por prestar um excelente serviço e identidade regionais, muitas vezes ostracizadas por pseudo intelectuais de «alpercatas e pingalim», que mais não fazem, nada fazendo...” – PORFÍRIO PEREIRA DA SILVA (Dr.), Jornal Cardeal Saraiva, 19 de Agosto de 2016

“O livro em apreço foca os acontecimentos mais relevantes da história da Correlhã, numa linguagem acessível, bem documentada com imagens. Estão de parabéns os autores com o resultado de muitas horas de trabalho gastas na investigação apurada a que certamente uma obra desta envergadura os obrigou.” – TERESA BORGES (Prof.ª), Revista Correlhã em Festa, pág.104, 2017

“A leitura deste livro conduz-nos por um percurso: os seus monumentos, a sua arte, as suas gentes, as suas relações de diálogo, de dependência e independência, as suas lutas, as suas vitórias, os seus trabalhos, as sua lendas… a sua trama na construção da sua identidade… Oxalá apaixonem discípulos no aprofundamento da investigação histórica...” – PADRE DR. JOSÉ CORREIA VILAR, Correlhã – Outros Tempos pág.8, 2016

“Em meu nome pessoal e do executivo da Junta de Freguesia que represento, agradecer… pelo trabalho realizado, o qual estou certa, será para todos os Correlhanenses motivo de orgulho.” – FÁTIMA OLIVEIRA, Presidente da Junta da Correlhã, Correlhã – Outros Tempos Pág.7, 2016


12 - P’ra Que Viva Ponte de Lima! Terra de Tradições

Edição – 2017. Obra que reúne, além do responsável por este interessante livro, mais de 100 autores, que ao longo do século XIX e início do século XX registaram as nossas mais queridas tradições. Edição do Município de Ponte de Lima, com apresentação inesquecível feita pelo Arquiteto João Abreu Lima, em 5 de Março de 2017, que reuniu centenas de pessoas.

“Trabalho notável pela acumulação de informação inédita, com criterioso levantamento das manifestações culturais de carácter popular…” – JOÃO DE ABREU LIMA (Arq.) Na apresentação deste livro.

“Amândio de Sousa Vieira, fotógrafo de profissão, nunca se poupou a esforços para conhecer mais e melhor Ponte de Lima… A par de tudo isso, granjeou amizades, estabeleceu contactos, construiu pontes que lhe possibilitaram vivências directas com a etnografia, com os usos e costumes que, felizmente, ainda hoje sobrevivem e que por exercício de análise e decifração conjugados com a leitura e a consulta de vasta bibliografia, trouxeram ao prelo este P’ra Que Viva Ponte de Lima! Terra deTradições.” – VICTOR MENDES (Eng.), Presidente do Município de Ponte de Lima, P’ra Que Viva Ponte de Lima, pág.5, Março de 2017

“Os registos escritos são sabiamente combinados com os registos iconográficos, como as pinturas, os desenhos, as gravuras, para reforçar e fazer valer a justeza e a veracidade do que é afirmado. E depois há a fotografia, sempre a fotografia. São imagens antiquíssimas, cheias de sabor e informação, para quem souber olhar com a devida atenção. A que se juntam, como era inevitável, as fotografias do autor, eivadas de movimento e colorido, fixando a alegria do momento, onde é possível vislumbrar, por trás da objetiva, uma visão de afetos, regressando ao olhar mais subjetivo de Amândio Sousa Vieira...” – JOSÉ VELHO DANTAS (Dr), P’ra Que Viva Ponte de Lima, pág.14, Março de 2017

“… a monumental obra de Amândio Sousa Vieira, «P’ra Que Viva Ponte de Lima», onde é feito um rigoroso, intenso e extenso levantamento dos «sinais» que  a literatura, a etnografia e a história deixaram impressos, relativamente à festa  e à tradição pontelimense e minhota. Está lá tudo...” – JOÃO CARLOS GONÇALVES (Prof.), Semanário Alto Minho, 26 de Julho de 2017

“P’ra Que Viva Ponte de Lima… na alma e na mente de seus naturais e habitantes é necessário que apareçam, com frequência e talento, agentes de agitação no mais salutar sentido do conceito; pessoas da têmpera e da paixão do Amândio, para quem a nossa terra de há muito contraiu uma avultada dívida de gratidão, tantas e tamanhas são as atenções que lhe tem dedicado, de um modo muito especial através da escrita e do registo fotográfico… Este livro de agora é prova insofismável de quanto fica dito. Nas suas mais de trezentas páginas vamos encontrar, com efeito, um árduo e amplo trabalho reflexivo e intertextual, alicerçado nas fontes mais competentes e fidedignas da nossa história, da nossa etnografia, do nosso muito peculiar estilo de vida comunitário...” – CLÁUDIO LIMA, O Anunciador das Feiras Novas, pág.93, 2017.

“ Ninguém ama verdadeiramente aquilo que não conhece. A sabedoria dessa frase comum aplica-se também à área da cultura...” – JOSÉ CÂNDIDO DE OLIVEIRA MARTINS (Prof. Doutor), P’ra Que Viva Ponte de Lima, pág.298, 2017

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Ponte de Lima no Mapa

Ponte de Lima é uma vila histórica do Norte de Portugal, mais antiga que a própria nacionalidade portuguesa. Foi fundada por Carta de Foral de 4 de Março de 1125, outorgada pela Rainha D. Teresa, que fez Vila o então Lugar de Ponte, localizado na margem esquerda do Rio Lima, junto à ponte construída pelos Romanos no século I, no tempo do Imperador Augusto. Segundo o Historiador António Matos Reis, o nascimento de Ponte de Lima está intimamente ligado ao nascimento de Portugal, inserindo-se nos planos de autonomia do Condado Portucalense prosseguidos por D. Teresa, através da criação de novos municípios. Herdeira e continuadora de um rico passado histórico, Ponte de Lima orgulha-se de possuir um valioso património histórico-cultural, que este portal se propõe promover e divulgar.

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